{"id":2816,"date":"2010-09-16T11:04:39","date_gmt":"2010-09-16T14:04:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.fuctura.com.br\/?p=2816"},"modified":"2010-09-16T11:04:39","modified_gmt":"2010-09-16T14:04:39","slug":"ubunteiros-uns-nativos-outros-egressos-do-windows","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.fuctura.com.br\/novo\/ubunteiros-uns-nativos-outros-egressos-do-windows\/","title":{"rendered":"Ubunteiros \u2014 uns nativos, outros egressos do Windows"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_934-maos.jpg\" alt=\"\" width=\"502\" height=\"376\" \/><br \/>\nA maioria de n\u00f3s vive t\u00e3o confort\u00e1vel no universo Windows que nem imagina que exista vida inteligente fora dele. Mas existe sim.<br \/>\nNum r\u00e1pido levantamento feito entre pessoas n\u00e3o necessariamente da \u00e1rea de sistemas, \u00e9 surpreendente ver quantos usu\u00e1rios j\u00e1 migraram ou est\u00e3o migrando para solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o microsoftianas. No topo da pir\u00e2mide desses aventureiros, temos os usu\u00e1rios do Mac, da Apple, a elite dos informatas. Mas, e para n\u00f3s do povar\u00e9u?<br \/>\n\u00c9 claro que, para quem pode desembolsar R$ 900 por uma vers\u00e3o modesta de Windows 7 e Office 2010 (a vers\u00e3o mais feroz dessa dupla de programas sai por R$ 2.100), n\u00e3o h\u00e1 motivo para querer se aventurar fora das asas da Microsoft.<br \/>\nMas aos que n\u00e3o t\u00eam essa bala na agulha restam poucas op\u00e7\u00f5es. A primeira delas \u2014 e, infelizmente, a mais comum \u2014 \u00e9 usar Windows e Office piratas, o que \u00e9 crime. J\u00e1 no universo dos honestos, temos os sistemas operacionais de c\u00f3digo aberto, sendo o Linux o mais famoso deles, com suas v\u00e1rias distribui\u00e7\u00f5es, ou \u201cdistros\u201d, em portugu\u00eas (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/distroslinux\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/bit.ly\/distroslinux<\/a>). Elas funcionam mais ou menos como religi\u00f5es ou times de futebol: cada um prefere uma distro e \u00e0s vezes o pau come quando um mancebo quer convencer o outro que sua distro \u00e9 melhor a que a dele.<br \/>\nMinha experi\u00eancia pessoal no salto para o Ubuntu foi at\u00e9 bem tranquila. Veja <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/cat\/post.asp?cx=0&amp;cod_post=323646\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<br \/>\n<strong>E voc\u00ea? Quer experimentar?<\/strong><br \/>\nO pontap\u00e9 inicial para quem quiser dar os primeiros passos no Ubuntu \u00e9 ir ao site oficial e baixar a imagem ISO do CD de instala\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/ubuntuiso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/ubuntuiso<\/a>), que \u00e9 um arquiv\u00e3o de uns 700 megas que pode ser \u201ccarimbado\u201d em um CD grav\u00e1vel virgem, usando programas como o Nero, que \u00e9 pago, ou os gratuitos Free Burn-Create ISO (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/queima1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/queima1<\/a>) e outros (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/outros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/outros<\/a>).<br \/>\nO que mais a turma reclama \u00e9 na hora de trocar o Microsoft Office pela su\u00edte gratuita Br-Office (<a href=\"http:\/\/broffice.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">broffice.org<\/a>), que \u00e9 a vers\u00e3o abrasileirada do antigo StarOffice, da boa e velha empresa Sun Microsystems (firma comprada em janeiro de 2010 pela Oracle, que rebatizou o pacote como Oracle Open Office). O BrOffice vem com corretor ortogr\u00e1fico atualizado pela nova norma do portugu\u00eas.<br \/>\nMas, na verdade, n\u00e3o tem sebo nenhum, \u00e9 su\u00edte \u00e9 bem parecida com o Office da Microsoft. H\u00e1 diferen\u00e7as sim, mas n\u00e3o s\u00e3o nenhum bicho de sete cabe\u00e7as. Basta uma r\u00e1pida visitinha ao \u201cAjuda\u201c (Help), escrito em nossa l\u00edngua, e as d\u00favidas v\u00e3o sumindo uma a uma.<br \/>\nO BrOffice l\u00ea e salva nos formatos nativos do Word, do Excel e do PowerPoint. Ali\u00e1s, saber usar BrOffice j\u00e1 est\u00e1 se tornando um diferencial na hora de ser chamado ap\u00f3s passar em alguns concursos p\u00fablicos, pois v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os est\u00e3o adotando software aberto em suas reparti\u00e7\u00f5es (vide <a href=\"http:\/\/bit.ly\/cr7kKO\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/cr7kKO<\/a>).<br \/>\nUm ponto adicional a considerar \u00e9 que a grande maioria dos usu\u00e1rios de Word, Excel e PowerPoint usa menos de 10% das capacidades desses excelentes (e caros) programas. Ou seja, essas pessoas podem perfeitamente migrar para Br-Office sem jamais sentir falta de fun\u00e7\u00e3o alguma.<br \/>\nPara quem utiliza programas que s\u00f3 rodam em Windows, o Ubuntu possui um utilit\u00e1rio chamado Wine que faz funcionar maioria dos programas execut\u00e1veis de c\u00f3digo microsoftiano. Para os casos mais extremos, a sa\u00edda \u00e9 criar dentro do Ubuntu uma m\u00e1quina virtual gratuita via VMWare Server (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/tutvmware\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/tutvmware<\/a>) e nela instalar uma vers\u00e3o de Windows s\u00f3 para rodar esses softwares teimosos.<br \/>\nPreparando-me para escrever esta mat\u00e9ria, soltei via <a href=\"http:\/\/catalisando.com\/convite\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">GoldenList<\/a> uma convoca\u00e7\u00e3o, conclamando usu\u00e1rios do Ubuntu a contarem suas experi\u00eancias. Gra\u00e7as \u00e0 valiosa ajuda de Paulino Michelazzo, que postou meu apelo na <a href=\"http:\/\/br-linux.org\/newsletter\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">newsletter do Br-Linux.org<\/a>, obtive \u00f3timo retorno \u2014 conheci personagens super-simp\u00e1ticos e cheios de hist\u00f3rias bacanas sobre suas experi\u00eancias.<br \/>\nConhe\u00e7a alguns desses ubunteiros de m\u00e3o cheia.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_932-liza.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"347\" \/><br \/>\nEm resposta ao chamado feito no BR-Linux, recebi um email de Marco Andr\u00e9 Mendes.<br \/>\n\u2014 Gostaria de informar que meu filho Gabriel, hoje com 10 anos de idade, utiliza Ubuntu desde 2008 aproximadamente. Ele o usa em casa e na escola \u2014 disse Marco. \u2014 O contato dele com Windows \u00e9 pequeno, apenas algumas vezes na casa dos av\u00f3s. Mas ele prefere o Ubuntu e quer que eu o instale l\u00e1 tamb\u00e9m.<br \/>\nLiza Mendes (foto), irm\u00e3 de Gabriel com 4 anos, tamb\u00e9m utiliza Ubuntu desde nova, em casa e na escola dela, onde o pr\u00f3prio pai instalou o laborat\u00f3rio educativo de inform\u00e1tica.<br \/>\n\u2014 Claro que a Liza usa muito menos o Ubuntu do que o Gabriel. Mas ela j\u00e1 utiliza o navegador, o software educativo GCompris, o programa de desenho Tuxpaint, e o joguinho Homem Batata, entre outros. Tamb\u00e9m acessa bastante o <a href=\"http:\/\/www.escolagames.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Escola Games<\/a> e o site do <a href=\"http:\/\/smilinguido.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Smilinguido<\/a> \u2014 explica Marco.<br \/>\nLiza far\u00e1 5 anos agora em novembro. Ela est\u00e1 no Jardim e \u00e9 ubunteira desde que come\u00e7ou a mexer no computador, com cerca de 2 anos de idade.<br \/>\nMarco Andr\u00e9 \u00e9 amigo pessoal do Augusto Campos, do <a href=\"http:\/\/br-linux.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">br-linux.org<\/a>, h\u00e1 mais de 20 anos e utiliza Linux, por recomenda\u00e7\u00e3o dele, desde 1999. \u00c9 professor universit\u00e1rio e tem utilizado Linux e Software Livre nas aulas desde ent\u00e3o. Atualmente, trabalha no <a href=\"http:\/\/ifc-araquari.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Federal Catarinense<\/a> em Araquari (SC), pr\u00f3ximo a Joinville, e l\u00e1 participa de um projeto que visa a eliminar a pirataria da institui\u00e7\u00e3o. Atualmente, todos os laborat\u00f3rios e a maioria dos computadores administrativos e servidores rodam Linux, principalmente Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Temos um grupo de usu\u00e1rios Linux em Joinville e organizamos <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Installfest\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Install Fests<\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.installfest.info\/FLISOL2010\/Brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FLISOL<\/a> h\u00e1 alguns anos \u2014 explica. \u2014 Al\u00e9m do envolvimento com Linux e Ubuntu (tenho alguns amigos que trabalham na <a href=\"http:\/\/www.canonical.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Canonical<\/a>), sou um dos fundadores da Associa\u00e7\u00e3o Python Brasil, entidade n\u00e3o governamental que ajuda na divulga\u00e7\u00e3o da linguagem python e tecnologias relacionadas. Organizamos anualmente um evento chamado Python Brasil, que est\u00e1 na sexta edi\u00e7\u00e3o, e conta com palestras nacionais e internacionais, minicursos e uma s\u00e9rie de outras atividades. A edi\u00e7\u00e3o deste ano ser\u00e1 de 21 a 23 de outubro na UFPR em Curitiba (PR) e conta com patrocinadores de peso, como Globo.com e SERPRO.<br \/>\nMarco mant\u00e9m um blog (<a href=\"http:\/\/marrcandre.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/marrcandre.blogspot.com\/<\/a>), onde escreve sobre todas essas atividades.<br \/>\n<strong>RODRIGO CARVALHO SILVA<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Rodrigo Carvalho Silva\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_935-rodrigo.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<!--\n<! @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } A:link { so-language: zxx } --><br \/>\n&#8211;&gt;<br \/>\nNa foto acima, Rodrigo (27 anos) aparece com sua esposa Juliana (26), no evento <a href=\"http:\/\/www.installfest.info\/FLISOL2009\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FLISOL 2009<\/a>, em que participou da organiza\u00e7\u00e3o. Rodrigo \u00e9 analista de sistemas e seu primeiro contato com Ubuntu foi em 2005, quando ganhou um CD de um colega de trabalho que havia pedido os CDs gratuitos pelo site. Juliana, que \u00e9 economista, tamb\u00e9m \u00e9 usu\u00e1ria Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Naquela \u00e9poca eu estava testando algumas distribui\u00e7\u00f5es Linux, mas o Ubuntu foi a que mais me agradou por oferecer um conjunto simplificado de aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e9-instaladas \u2014 conta Rodrigo. \u2014 Tudo funcionou perfeitamente, sem muitas interven\u00e7\u00f5es manuais.<br \/>\nRodrigo instalou o Ubuntu em \u201cdual-boot\u201d e nunca mais encostou no Windows. H\u00e1 muito tempo ele estava querendo deixar de usar o sistema da Microsoft pelos seguintes motivos: instabilidade; necessidade de reformatar o HD com muita frequ\u00eancia; inseguran\u00e7a, que levava \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios programas de seguran\u00e7a que comiam mem\u00f3ria RAM e, com isso, reduziam o desempenho do computador; e uma insatisfa\u00e7\u00e3o com a interface do sistema, exemplificada pela desorganiza\u00e7\u00e3o do menu &#8220;Iniciar&#8221; e as poucas op\u00e7\u00f5es de personaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2014 S\u00f3 demorei a migrar de sistema, porque, na \u00e9poca, utilizava conex\u00e3o discada e tinha um famigerado \u201cwinmodem\u201d incompat\u00edvel com Linux. Assim que coloquei banda larga em casa, nunca mais tive um Windows num computador meu \u2014 relata Rodrigo. \u2014 Ali\u00e1s, nunca cheguei a ativar o Windows Vista que veio no meu notebook. Depois que casamos, Juliana tamb\u00e9m se acostumou muito r\u00e1pido ao Ubuntu e tamb\u00e9m gosta mais dele do que do Windows.<br \/>\nAs principais dificuldades que enfrentou naquele tempo eram com o Flash Player, cuja vers\u00e3o para Linux era muito ruim, e com os sites que n\u00e3o seguiam os padr\u00f5es abertos e s\u00f3 funcionavam no Internet Explorer 6 e que ainda eram numerosos. Nesses casos ele adotava um crit\u00e9rio: \u201cse um site s\u00f3 funciona no IE6, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 bom o suficiente para me ter como leitor ou visitante\u201d.<br \/>\nSobre a documenta\u00e7\u00e3o, a que existia na \u00e9poca era basicamente em ingl\u00eas, pois a comunidade brasileira ainda estava nascendo. Mas isso n\u00e3o foi problema para ele, que sabia ler no idioma da Rainha. Contudo, atualmente, os usu\u00e1rios brasileiros n\u00e3o precisam mais saber esse outro idioma, j\u00e1 que a documenta\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas est\u00e1 bastante completa e a comunidade brasileira j\u00e1 \u00e9 bem grande e em geral est\u00e1 entusiasticamente disposta a ajudar.<br \/>\n\u2014 Eu n\u00e3o tenho nenhuma necessidade do Windows, mas sei que elas ainda existem para alguns tipos de usu\u00e1rios. Por exemplo, a maioria dos jogos mais sofisticados s\u00f3 foram lan\u00e7ados para Windows e, em alguns momentos, o pacote de escrit\u00f3rio BrOffice ainda deixa a desejar em compara\u00e7\u00e3o ao da Microsoft \u2014 esclarece. \u2014 Mas como uso o computador basicamente para internet e brinco um pouco com edi\u00e7\u00e3o de \u00e1udio, o Ubuntu para mim \u00e9 bastante completo, especialmente com o software especializado e gratuito UbuntuStudio.<br \/>\nRodrigo \u00e9 o respons\u00e1vel pelo blog <a href=\"http:\/\/www.rodrigocarvalho.blog.br\/\">www.rodrigocarvalho.blog.br<\/a> e, este ano, est\u00e1 ajudando a organizar um outro evento que promete fazer tanto ou mais sucesso que o FLISOL 2009. Ele se chamar\u00e1 <a href=\"http:\/\/www.gnugraf.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gnugraf<\/a> (<a href=\"http:\/\/www.gnugraf.org\/\">http:\/\/www.gnugraf.org\/<\/a>) e est\u00e1 na sua terceira edi\u00e7\u00e3o. Seu foco \u00e9 voltado para profissionais das \u00e1reas de computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, edi\u00e7\u00e3o de \u00e1udio e v\u00eddeo. A edi\u00e7\u00e3o 2010 ter\u00e1 lugar na Esta\u00e7\u00e3o Leopoldina.<br \/>\n<strong>ROG\u00c9RIO FERREIRA<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Rog\u00e9rio Ferreira\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_934-rogerio.JPG\" alt=\"\" \/><br \/>\nRog\u00e9rio mora em S\u00e3o Paulo, capital. Sua esposa se chama Priscila Ferreira (30 anos) e seu filho \u00e9 o Rogerio Ferreira Junior (na foto acima, com o pai), com 6 anos \u2014 ambos nunca usaram Windows. Mas j\u00e1 utilizaram algumas distros de Linux, tais como Debian, CentOS, Ubuntu e openSUSE.<br \/>\nConvenhamos que para esses dois \u00e9 mais f\u00e1cil pois, afinal de contas, eles t\u00eam em casa um camarada bamba no assunto. Rog\u00e9rio inaugurou a se\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a da revista Linux Magazine e a se\u00e7\u00e3o Programando.com da revista Locaweb. Foi autor do projeto de software livre no governo estadual do Amazonas e participou do projeto de Zope e Plone no governo federal.<br \/>\nPalestrante em importantes eventos de software livre, como PyCon Brasil, CONISLI, FLISOL e FISL, participou tamb\u00e9m proferindo palestra no primeiro LinuxCon no hemisf\u00e9rio sul e no primeiro Xen Directions South America. Possui as certifica\u00e7\u00f5es do Linux Professional Institute, LPIC-1, LPIC-2, LPIC-3 e LPI-302 (Mixed Environment).<br \/>\nRog\u00e9rio \u00e9 idealizador e instrutor do treinamento hands-on e virtualiza\u00e7\u00e3o profissional com Xen, da Linux Solutions. Em parceria com a Casa do Linux, ele criou o HowToDay. De quebra, \u00e9 embaixador do openSUSE.<br \/>\nEm resumo, o cabra \u00e9 fera no babado.<br \/>\n<strong>MAUR\u00cdCIO OPERTI<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Maur\u00edcio Operti\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_932-mauricio.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nMaur\u00edcio Operti, 43 anos, tem forma\u00e7\u00e3o em inform\u00e1tica na UERJ que nunca chegou a completar o curso. Ele atua na \u00e1rea de TI no setor banc\u00e1rio.<br \/>\n\u2014 Limei o Windows do meu desktop em algum momento entre 2003 e 2004, adotando o Suse (uma distro de Linux), depois de manter dual boot desde 2000\/2001 com Conectiva, Red Hat e o que mais aparecesse no caminho \u2014 conta Maur\u00edcio. \u2014 Migrei para o Ubuntu faz uns 2 ou 3 anos, na vers\u00e3o 8. Agora estou com a 10.04. Tive diversos problemas, mas nenhum arrependimento. Claro que ajuda muito o fato de eu ser da \u00e1rea de tecnologia.<br \/>\nMaur\u00edcio era usu\u00e1rio do BBS de Charles Miranda, o Hot-Line (depois Inside), nos bons tempos de antes da internet.<br \/>\n\u2014 Pelo tempo de estrada, d\u00e1 para dizer que o meu caminho com Linux no desktop foi mais suave \u2014 avalia.<br \/>\n<strong>FRANCISCO DREYFUSS<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: O GLOBO \/Gustavo Stephan\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_932-dreyfuss.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nEm 1996, um certo gente boa tirou o primeiro lugar nacional no concurso para o Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o: Francisco Assis de Paiva Dreyfuss. Ele \u00e9 um dos que tem uma hist\u00f3ria de amor com o Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Desde crian\u00e7a me apaixonei por inform\u00e1tica. Passei de programador BASIC no col\u00e9gio T\u00e9cnico da Rural (CTUR) (MSX) a Administrador de Rede do TRT \u2014 contra Dreyfuss. \u2014 Hoje atuo como especialista de TI, buscando, al\u00e9m de softwares livres para serem implementados aqui no TRT para facilitar o monitoramento de rede, alternativas a softwares car\u00edssimos para serem usados em escala, como o Office e o CAD.<br \/>\nDreyfuss tem forma\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o de redes, seguran\u00e7a (firewall) e cliente servidor, tudo em Linux. Ele come\u00e7ou no Conectiva Linux.<br \/>\n\u2014 Lembro-me muito bem disso, pois estava justamente tendo aula quando ocorreu o triste epis\u00f3dio das torres g\u00eameas de 11\/09, h\u00e1 exatos 9 anos \u2014 rememora. \u2014 Desde ent\u00e3o venho me apaixonando cada vez mais por Linux em servidores. No caso do Ubuntu, meu contato foi quando perdi trabalho quando fui usar um CD.<br \/>\nNa ocasi\u00e3o, ele j\u00e1 tinha ouvido falar no Ubuntu pela boca de um entusiasta que trabalhava no TRT, e decidiu experimentar, livrando-se de qualquer preconceito com rela\u00e7\u00e3o a suporte e confiabilidade. Foi a\u00ed que o Ubuntu o surpreendeu. Ao contr\u00e1rio do que imaginava, ele nunca ficou na m\u00e3o, em mat\u00e9ria de suporte, no reino Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Para qualquer d\u00favida que tinha (e ainda tenho) facilmente encontro a solu\u00e7\u00e3o em f\u00f3runs espalhados pela rede \u2014 afirma Dreyfuss. \u2014 E acho essa solu\u00e7\u00e3o muito mais r\u00e1pido do que encontraria se precisasse da mesma orienta\u00e7\u00e3o em Windows pelo suporte da Microsoft.<br \/>\nDreyfuss est\u00e1 plenamente convencido de que n\u00e3o h\u00e1 nada, absolutamente nada que se fa\u00e7a usando Windows que n\u00e3o possa ser feito, e melhor, no Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Fica s\u00f3 a minha indigna\u00e7\u00e3o com alguns sites de bancos, como o da Caixa Econ\u00f4mica Federal, por exemplo, que n\u00e3o rodam corretamente em Firefox com sabor &#8220;ubuntuizado&#8221;. Falam que a vers\u00e3o do Firefox n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel, o que \u00e9 rid\u00edculo \u2014 reclama. \u2014 Mas como tudo tem solu\u00e7\u00e3o, eu abro, no pr\u00f3prio Ubuntu, uma vers\u00e3o em Wine do Firefox para Windows e voil\u00e1! Tenho acesso normal ao site da CEF. \u00c9 maravilhoso.<br \/>\nDesde ent\u00e3o, Dreyfuss s\u00f3 usa Linux, at\u00e9 mesmo para emular tarefas de programas exclusivos de Windows, como o monitoramento do checkpoint (firewall) nos sistemas do TRT.<br \/>\nAdepto ferrenho de software livre, ele usou Qcad, um programa de CAD gr\u00e1tis, at\u00e9 no planejamento de seu casamento. No Tribunal, j\u00e1 ajudou muita gente a ler alguns arquivos que a su\u00edte Office n\u00e3o lia.<br \/>\n\u2014 Em casa, por exemplo, meu pai tinha o Windows Vista. A cada 30 minutos ele ligava para mim para tirar uma d\u00favida. \u00c0s vezes era um aviso de v\u00edrus, outra era um programa que n\u00e3o respondia. N\u00e3o pensei duas vezes, instalei o UBUNTU para ele \u2014 relata Dreyfuss. \u2014 Resultado: estou com saudades do meu pai. Ele agora s\u00f3 fala comigo via email. E olha que ele mesmo instala os programas agora, no Ubuntu. Abre v\u00eddeos, adiciona-os aos seus favoritos e coisas do tipo. \u00c9 claro, tudo isso com o Firefox. Falei para ele que nem precisa se preocupar com v\u00edrus, e, se algo acontecer mais s\u00e9rio, simplesmente por telefone mesmo dou as coordenadas para ele criar um novo usu\u00e1rio. Mas \u00e9 claro que n\u00e3o darei a ele a senha de root (que \u00e9 o usu\u00e1rio mais privilegiado num sistema UNIX-like).<br \/>\nNo trabalho, Dreyfuss j\u00e1 est\u00e1 &#8220;evangelizando&#8221; seus colegas. V\u00e1rios deles j\u00e1 migraram parcialmente para o Ubuntu j\u00e1 na vers\u00e3o 10.04, a Lucid Lynx. As pessoas sempre lhe perguntam se o Linux n\u00e3o trava mesmo, como se o micro travar fosse coisa normal.<br \/>\n\u2014 Eu respondo que sim, um programa pode at\u00e9 travar. Mas no Ubuntu s\u00f3 aquele programa espec\u00edfico \u00e9 que trava \u2014 explica. \u2014 No m\u00e1ximo voc\u00ea perde o que estava sendo feito naquele programa, permanecendo os outros intactos. As pessoas n\u00e3o t\u00eam ideia de como isso \u00e9 fant\u00e1stico.<br \/>\nDreyfuss decidiu abolir totalmente o Windows quando estava para imprimir sua monografia, de 96 p\u00e1ginas, ocasi\u00e3o em que tinha mais algumas planilhas abertas e o Internet Explorer tamb\u00e9m aberto. Ao inserir um CD no leitor, simplesmente recebeu pela cara um dump de mem\u00f3ria que jogou todo seu dos 20 minutos anteriores no lixo.<br \/>\n\u2014 A partir desse dia, eu, que tinha uma m\u00e1quina h\u00edbrida (dual boot), fiquei somente com o Lucid para me acompanhar diariamente e, c\u00e1 para n\u00f3s, ele nunca me deixou na m\u00e3o \u2014 complementa. \u2014 Estou no Ubuntu desde a vers\u00e3o 9.10 (Karmic Koala) e j\u00e1 a instalei em casa at\u00e9 como Home Theater. Isso mesmo, um Home Theater totalmente gratuito. E o sistema saiu por apenas R$ 360 reais, incluindo hardware e software. Instalei-o na igreja, para as obras sociais e de inclus\u00e3o digital. Realmente \u00e9 um mundo maravilhoso e cheio de possibilidades. Se eu fosse ficar aqui elencando para voc\u00ea as vantagens desse sistema operacional, n\u00e3o pararia mais.<br \/>\nNos emails que Dreyfuss envia, a assinatura final das mensagens traz a frase: \u201cFeel the freedom, use Ubuntu\u201d (Sinta a liberdade, use Ubuntu).<br \/>\n<strong>HENDERSON BARIANI<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Henderson Bariani\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_933-henderson.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nHenderson Bariani, de 35 anos, mora na cidade de Osvaldo Cruz, no interior de S\u00e3o Paulo. Iniciou seus estudos para t\u00e9cnico em processamento de dados na Faculdade de Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o mas interrompeu o curso no segundo ano. Atualmente atua como auxiliar administrativo numa escola t\u00e9cnica do Centro Paula Souza.<br \/>\nNo final de agosto precisou trocar seu bom e velho notebook Positivo por um netbook. E descreveu todo o processo num excelente post no blog Depokaf\u00e9 (http:\/\/bit.ly\/escolhendo). Nem preciso dizer qual foi o sistema operacional escolhido para o netbook.<br \/>\nHenderson contou como foi que se meteu com o Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Eu trabalhava como t\u00e9cnico de manuten\u00e7\u00e3o e meu trabalho era basicamente formatar e reinstalar o Windows o dia inteiro, e isso me frustrava. Queria um sistema mais robusto, mais seguro, que n\u00e3o se corrompesse com tanta facilidade \u2014 relata Henderson. \u2014 Um amigo me falou de Linux, Slackware, era o que tinha na \u00e9poca, ou seja 1997\/1998. Mas esse sistema n\u00e3o rodava no meu PC por causa do hardware. Foi s\u00f3 depois, com o Conectiva Marumbi, que consegui fazer funcionar, precariamente, o Linux na minha m\u00e1quina.<br \/>\nDa\u00ed por diante foi um longo per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, em que n\u00e3o havia muita escolha de softwares e o suporte ao hardware era ruim. Henderson s\u00f3 conseguiu acessar a internet pelo Linux depois de trocar de modem, e mesmo assim com muita luta. Passou um tempo com dual boot e s\u00f3 nos idos de 2001 passou a usar Linux direto. Mas ficava trocando de distribui\u00e7\u00e3o toda hora, pois n\u00e3o encontrava uma que o agradasse totalmente, que estivesse sempre atualizada e que oferecesse uma boa sele\u00e7\u00e3o de softwares.<br \/>\n\u2014 A\u00ed eu conheci o Ubuntu, em 2006 \u2014 relembra. \u2014 Estavam falando bem dele nos f\u00f3rums pela internet e resolvi testar. A primeira vers\u00e3o que eu instalei foi a 6.10. Foi amor \u00e0 primeira vista. R\u00e1pido, bonito, est\u00e1vel, e com um ciclo de seis meses de atualiza\u00e7\u00e3o, que era o que eu queria. Desde ent\u00e3o sempre mantive meu PC atualizado com a mais recente vers\u00e3o do Ubuntu, que instalei tamb\u00e9m no meu notebook e, agora que o vendi, no netbook.<br \/>\nHenderson avaliou quais circunst\u00e2ncias mais usualmente motivam micreiros a abandonar o Windows pelo Ubuntu. De acordo com sua experi\u00eancia, as pessoas s\u00f3 trocam de sistema operacional se est\u00e3o muito insatisfeitas com alguma caracter\u00edstica. Ele verificou que, no caso do Windows, tem gente que se cansa de levar o micro para formatar todo m\u00eas (\u00e0s vezes at\u00e9 mais de uma vez por m\u00eas) por causa dos v\u00edrus, trojans e outros malwares.<br \/>\n\u2014 Na \u00e9poca do Windows 95\/98 era pior ainda, pois o sistema ficava mais lento com o tempo, e tinha que formatar no minimo uma vez por ano, mesmo que n\u00e3o tivesse outros problemas, j\u00e1 que a m\u00e1quina fica inutiliz\u00e1vel depois de um per\u00edodo \u2014 recorda Henderson. \u2014 Hoje em dia os Windows Vista e Seven melhoraram muito nesse sentido, at\u00e9 na seguran\u00e7a. Mas principalmente o Vista \u00e9 muito pesado, a m\u00e1quina se arrasta com ele, e muita gente compra esses PCs &#8220;populares&#8221; com configura\u00e7\u00f5es ruins, e sofrem com a performance baixa. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 por causa da lentid\u00e3o de algumas m\u00e1quinas, e principalmente pela pouca seguran\u00e7a, que um usu\u00e1rio mediano procura o Linux. Como o Ubuntu \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o mais conhecida no momento, \u00e9 essa que eles testam, e gostam.<br \/>\nNa vis\u00e3o de Henderson, o pessoal mais aficionado a sistemas \u00e9 a turma que mais usa Ubuntu e Linux em geral.<br \/>\n\u2014 Isso porque eles t\u00eam mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ou porque usam na faculdade, ou porque gostam de tirar o m\u00e1ximo do computador, nem que seja por um pouco a mais de performance, ou porque gostam de personalizar o sistema ao extremo, o que \u00e9 mais &#8220;amarrado&#8221; de fazer no Windows \u2014 elucubra. \u2014 Com a liberdade que o Linux d\u00e1, voc\u00ea o deixa com a cara que quiser, e micreiros gostam de personalizar a m\u00e1quina, tanto \u201cdentro\u201d, como \u201cfora\u201d, com aqueles <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Casemod\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mods<\/a> (modifica\u00e7\u00f5es) de gabinete invocados, por exemplo. E tamb\u00e9m porque eles n\u00e3o t\u00eam medo de fu\u00e7ar na m\u00e1quina e s\u00e3o menos resistentes a mudan\u00e7as, principalmente os mais jovens. \u00c9 gente apaixonada pelo PC, que n\u00e3o v\u00ea a m\u00e1quina s\u00f3 como uma ferramenta. \u00c9 dif\u00edcil de explicar o sentimento para quem n\u00e3o \u00e9 do ramo, mas \u00e9 por a\u00ed.<br \/>\n<strong>SANDY RISONHO<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Mauro Risonho\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_933-risonho.JPG\" alt=\"\" \/><br \/>\nMauro e Sandra (Sandy) Risonho moram em Cosm\u00f3polis (SP), pr\u00f3ximo a Campinas. Mauro abandonou o Windows anos atr\u00e1s e desejava que Sandy e as crian\u00e7as n\u00e3o usassem o sistema da Microsoft. Conseguiu o que queria com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 esposa, mas n\u00e3o teve como controlar os filhos.<br \/>\nMauro trabalha no projeto BackTrack (<a href=\"http:\/\/www.backtrack-linux.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.backtrack-linux.org\/<\/a>), uma distro Linux voltada para testes de penetra\u00e7\u00e3o em sistemas, por meio de um ambiente funcional dedicado ao \u201chacking\u201d do Bem. Ele \u00e9 fundador da <a href=\"http:\/\/www.backtrack-linux.org\/?lang=br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vers\u00e3o brasileira do projeto<\/a>, na qual \u00e9 respons\u00e1vel pela modera\u00e7\u00e3o de mensagens e pela tradu\u00e7\u00e3o de conte\u00fado.<br \/>\nSandy (40 anos), por sua vez, atua na \u00e1rea de sa\u00fade como t\u00e9cnica de enfermagem e enfermagem do trabalho. Ela adora o Ubuntu e seu primeiro contato com ele foi tamb\u00e9m sua primeira experi\u00eancia com computadores.<br \/>\n\u2014 Recebi alguns CDs de Ubuntu do Canad\u00e1 \u2014 conta Sandy. \u2014 Logo os instalei e comecei a usar. Windows? N\u00e3o uso. S\u00f3 tenho Ubuntu em casa. E acho fac\u00edlimo. Nem tenho termo de compara\u00e7\u00e3o com outros sistemas, pois \u00e9 o \u00fanico que utilizo.<br \/>\nAlguns conhecidos seus nem sabem o que \u00e9 Linux. Mas Sandy explica que \u00e9 algo que substitui o Windows, com as vantagens de que n\u00e3o tem v\u00edrus, n\u00e3o trava e permite ao usu\u00e1rio trabalhar com tranquilidade, al\u00e9m de oferecer uma grande variedade de programas gratuitos, jogos, planilhas de escrit\u00f3rio e outros softwares bastante \u00fateis.<br \/>\n\u2014 Dizem quem Linux \u00e9 para pessoas superestudadas, que \u00e9 dif\u00edcil e complicado. Alegam que \u00e9 um sistema para servidores parrudos, um software que requer um computador superveloz \u2014 observa Sandy. \u2014 Mas n\u00e3o \u00e9 nada disso. Fa\u00e7o qualquer coisa com Linux. E olhe que aqui em casa temos computadores muito r\u00e1pidos e outros mais velhos. E o Ubuntu roda numa boa nos dois tipos de m\u00e1quina. N\u00e3o preciso adquirir um computador possante apenas para rodar uma vers\u00e3o nova do Linux, ao contr\u00e1rio do que se d\u00e1 com as pessoas que usam Windows.<br \/>\nSandy destaca o qu\u00e3o interessante e gratificante \u00e9 n\u00e3o ter que pagar licen\u00e7as de uso no Linux e seus programas. Com o dinheiro que teria que desembolsar para adquir\u00ed-las, caso usasse a linha Microsoft, ela pode comprar coisas mais importantes, como pe\u00e7as, equipamentos e outros itens.<br \/>\nEla se lembra de quando foi com o marido a um evento de Linux, o <a href=\"http:\/\/volcon.org\/volday2\/programacao\/mauro-risonho.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">VOL DAY 2<\/a>. Mauro iria palestrar l\u00e1.<br \/>\n\u2014 N\u00e3o s\u00f3 nesse evento, mas em v\u00e1rios outros a que tamb\u00e9m fui, eu conseguia conversar confortavelmente com os outros palestrantes acerca de temas ligados a Linux \u2014 relata ela. \u2014 E eles ficavam impressionados com minha desenvoltura no assunto. Mas para mim era supernatural. Com a pr\u00e1tica, meu conhecimento foi crescendo.<br \/>\n<strong>LUCAS BRAZ RAMOS <\/strong><br \/>\nLucas Braz Ramos tem 21 anos. Sua forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 em inform\u00e1tica e est\u00e1 se graduando na \u00e1rea de redes de computadores. Ele \u00e9 respons\u00e1vel pela TI de sua escola e do Centro Social Marista Santa Marta, em Santa Maria (RS). Lucas afirma que 95% dos alunos s\u00f3 usam Ubuntu e nunca utilizaram Windows. Lucas \u00e9 o \u201cLinux User\u201d n\u00famero 508246.<br \/>\n\u2014 Temos dois laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica com uma m\u00e9dia de 20 micros cada, e o Centro Marista de Inclus\u00e3o Digital \u2014 diz Lucas. \u2014 Os alunos da escola t\u00eam aula semanal de inform\u00e1tica, em que os conte\u00fados trabalhados em sala de aula s\u00e3o desenvolvidos de forma diferente com aplicativos ou at\u00e9 mesmo em jogos educacionais. Por exemplo, a Olimp\u00edada matem\u00e1tica com o Childsplay, o Gcompris para letras e n\u00fameros na fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, o Piviti para cria\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos para os alunos de 8\u00aa s\u00e9rie. E o editor de textos do BrOffice para cria\u00e7\u00e3o de e-books.<br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Lucas Ramos\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_1135-santa.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nA foto acima \u00e9 de uma das turmas de jovens que usam Ubuntu no laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica. Lucas preparou uma galeria mostrando outras fotos da galera (<a href=\"http:\/\/bit.ly\/lucasgaleria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/lucasgaleria<\/a>), sendo que s\u00f3 na \u00faltima delas ele aparece sozinho.<br \/>\nLucas ressalta que os laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica rodam somente Ubuntu desde 2005, atendendo um total de 1.200 alunos, desde a educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 a 8\u00aa s\u00e9rie, incluindo 12 projetos, tais como dan\u00e7a, teatro, melhor idade, inform\u00e1tica e outros, atendendo \u00e0 comunidade em turno integral.<br \/>\n\u2014 Quando foi feita a sele\u00e7\u00e3o para ocupar o cargo em que hoje atuo, o crit\u00e9rio mais importante era ter conhecimentos de Ubuntu \u2014 conta Lucas.<br \/>\nCle\u00e2n Correa, de 15 anos, que come\u00e7ou sua forma\u00e7\u00e3o como aluno e tornou-se estagi\u00e1rio monitor da Escola Marista Santa Marta, tamb\u00e9m \u00e9 um dos adeptos do Ubuntu.<br \/>\n\u2014 Uso o Ubuntu h\u00e1 quatro anos \u2014 revela Cle\u00e2n. \u2014 Gosto dessa distro porque ela tem ferramentas mais voltadas para a administra\u00e7\u00e3o de sistemas, rob\u00f3tica e pelo fato de a programa\u00e7\u00e3o do sistema ser em c\u00f3digo aberto.<br \/>\n<strong>CARLOS VALENTE<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Sonia Rosemberg\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_933-valente.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nCarlos Valente, marido da fot\u00f3grafa Sonia Rosemberg (conhecida como SoniaRO), experimentou o Linux e, dois meses depois, largou o Windows. Hoje \u00e9 o \u201cLinux User\u201d n\u00famero 483970. Em seu site particular, oferece um tutorial sobre como instalar o Ubuntu vers\u00e3o 10.04. O link \u00e9 <a href=\"http:\/\/bit.ly\/comoinstalar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bit.ly\/comoinstalar<\/a>.<br \/>\n\u2014 Eu lembro que em outubro de 2008 instalei o Ubuntu no meu computador pela primeira vez e desde ent\u00e3o adotei-o como meu sistema operacional \u2014 relata Valente. \u2014 Inicialmente em dual boot, convivendo com o Windows, j\u00e1 que ainda utilizava alguns programas que s\u00f3 rodavam no sistema da Microsoft. No entanto, com a ajuda do Wine, que permite a executar nesse ambiente software especificamente concebido para o Windows, consegui cortar o \u201ccord\u00e3o umbilical\u201d com a Microsoft. Atualmente, s\u00f3 utilizo software livre.<br \/>\nValente reconhece que nem sempre foi f\u00e1cil. Ele tentou por diversas vezes utilizar outras distros, mas sem sucesso, fosse pela instala\u00e7\u00f5es frustantes e complicadas, fosse pela falta de bons softwares para trabalhar. Com o Ubuntu, por\u00e9m, finalmente consegui se libertar do software propriet\u00e1rio.<br \/>\n\u2014 Fiz o curso de tecn\u00f3logo em processamento de dados na Est\u00e1cio e trabalho com inform\u00e1tica desde 1986 \u2014 relembra. \u2014 Meu \u00faltimo trabalho como empregado foi para a empresa Elevadores Schindler (atual Atlas), no setor de microinform\u00e1tica. Atuava no desenvolvimento de software em Clipper. Depois que sai de l\u00e1, em 1996, resolvi trabalhar como aut\u00f4nomo e passei primeiramente a desenvolver software em Visual Basic. Tamb\u00e9m montava e dava manuten\u00e7\u00e3o em computadores. Nessa \u00e9poca ainda morava no Rio.<br \/>\nEm 1998, Valente se mudou para Petr\u00f3polis, onde reside at\u00e9 hoje. Aos poucos parou de programar em VB e passou a trabalhar com desenvolvimento para web, utilizando softwares propriet\u00e1rios. Como se n\u00e3o bastasse as licen\u00e7as de software serem caras, Valente ainda tinha que conviver com os constantes travamentos e telas azuis do Windows, al\u00e9m de com megaprogramas antiv\u00edrus que exigiam muito espa\u00e7o em disco e muita mem\u00f3ria. Com tudo isso, ele come\u00e7ou a procurar no Linux um meio de se libertar dessa situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2014 Tive que me preparar psicologicamente para recome\u00e7ar tudo do zero \u2014 comenta. \u2014 Novo sistema operacional, novos programas e, sobretudo, indo contra todos os amigos que me diziam que Linux n\u00e3o prestava. Contudo, para minha surpresa, o Ubuntu era e ainda \u00e9 um sistema bastante amig\u00e1vel. Em uma semana de uso, j\u00e1 estava completamente \u00e0 vontade e j\u00e1 come\u00e7ava a estranhar o Windows.<br \/>\nHoje, Valente usa 100% de software livre em seus dois desktops e prossegue fazendo sites em com PHP, MySQL e Joomla. Utiliza o Apache como servidor HTML, usa Skype e aMsn para mensagens instant\u00e2neas como seus clientes e amigos. Para acesso remoto aos computadores de seus clientes que usam Windows, Valente lan\u00e7a m\u00e3o do Vinagre e do X11VNC. Para ler seus Feeds RSS, usa o <a href=\"http:\/\/liferea.sourceforge.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Liferea<\/a>. E para navegar tranquilamente na web, usa Firefox e Google Chrome. Em suma, n\u00e3o sente falta de nada que venha do Windows.<br \/>\n\u2014 J\u00e1 convenci alguns amigos, bem como alguns clientes, a instalar o Linux em vez do Windows 7, como eles originalmente desejavam \u2014 vangloria-se Valente. \u2014 E fico feliz quando chego neles e s\u00f3 ou\u00e7o coisas boas a respeito do Ubuntu que eles antes odiavam, mesmo sem jamais t\u00ea-lo conhecido. At\u00e9 ent\u00e3o, a imagem de Linux para eles era aquela tela preta com letrinhas verdes.<br \/>\nO pr\u00f3ximo passo de Carlos Valente \u00e9 aventurar-se no Debian, que \u00e9 de onde o Ubuntu e muitas outras distros se originaram. A todos que pensam em vir para o Linux, ele diz a mesma coisa: \u201cUbuntu n\u00e3o \u00e9 Windows\u201d.<br \/>\n<strong>SHEYLA SANTOS ACIOLI<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Aderbal Botelho\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_933-sheyla.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nSheyla Santos Acioli, \u00e9 psicopedagoga, psic\u00f3loga e professora, atuando h\u00e1 mais de 10 anos no ensino fundamental. Em 2002 conheceu aquele que hoje \u00e9 seu marido, Aderbal Botelho, que sempre foi usu\u00e1rio Linux e envolvido em comunidades e temas ligados a assuntos mais t\u00e9cnicos, tais como o Portal do Software P\u00fablico Brasileiro (<a href=\"http:\/\/softwarepublico.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">softwarepublico.gov.br<\/a>). A partir dessa rela\u00e7\u00e3o, iniciou-se tamb\u00e9m sua vida inform\u00e1tica.<br \/>\n\u2014 Foi quando me vi rodeada por computadores, e todos eles rodando Linux \u2014 conta Sheyla. \u2014 Comecei a usar Linux quando mor\u00e1vamos em Macei\u00f3 (AL). Mas logo depois j\u00e1 o estava usando para lecionar em algumas escolas do estado, atrav\u00e9s do Educatux (<a href=\"http:\/\/educatux.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">educatux.com.br<\/a>), um m\u00e9todo elaborado para educar usando computadores que utilizam apenas software livre.<br \/>\nHoje, Sheyla e sua fam\u00edlia moram em Bras\u00edlia. Todos continuam utilizando o Linux nos trabalhos com Educatux nas escolas. Mas, segundo ela, os maiores usu\u00e1rios do met\u00f3do e do Linux em sua casa s\u00e3o seus filhos.<br \/>\n\u2014 Nossos filhos, Lucas e B\u00e1rbara, tiveram seu primeiro contato com computador no ambiente Linux de forma natural e divertida \u2014 jacta-se Sheyla. \u2014 E eles continuam utilizando o sistema para suas pesquisas e entretenimento. As crian\u00e7as de hoje parece que j\u00e1 nascem conectadas. Conseguem descobrir o universo digital usando apenas o Linux e seus programas educativos.<br \/>\nLucas tem 6 anos e usa Linux desde os 2, e B\u00e1rbara tem 4 e usa desde 1 ano e meio.<br \/>\n<strong>FELIPE E RAFAEL SCALABRIN DOSSO<\/strong><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Luis Dosso\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_934-felipedosso.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" title=\"Foto: Luis Dosso\" src=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_934-rafaeldosso.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\nFelipe Scalabrin Dosso (de 8 anos, o da foto de cima), e seu irm\u00e3o Rafael (de 5 anos, da foto de baixo), come\u00e7aram a usar computadores direto no Ubuntu, e somente Ubuntu.<br \/>\n\u2014 S\u00e3o completamente virgens de Windows. Acho que nem nunca viram a tela de boot. Os dois computadores de casa somente t\u00eam Ubuntu instalado \u2014 conta Luis Dosso, pai da duplinha. \u2014 A rela\u00e7\u00e3o deles com o Ubuntu \u00e9 bem bacana mesmo. No come\u00e7o era mais para familiariz\u00e1-los com jogos educativos como o Childsplay e o Gcompris, que s\u00e3o excelentes. Mas \u00e9 claro que rapidinho eles descobriram o SuperTux e outros jogos nem t\u00e3o educativos.<br \/>\nLuis conta que n\u00e3o demorou muito para os meninos come\u00e7arem a bagun\u00e7ar sua \u00e1rea de trabalho no computador. A solu\u00e7\u00e3o foi criar uma conta pr\u00f3pria a ser compartilhada pelos dois. S\u00f3 que uma conta \u00fanica gerou certo desentendimento, fen\u00f4meno t\u00edpico entre irm\u00e3os com essa diferen\u00e7a dessa idade. A solu\u00e7\u00e3o foi criar uma conta separada para cada um, em que a senha \u00e9 tratada por eles como \u201csegredo de estado\u201d.<br \/>\n\u2014 De vez em quando um deles esquece a conta aberta e o outro usa o computador, o que acaba gerando protestos do dono da conta \u2014 diz Luis. \u2014 Outra coisa bem legal \u00e9 que espontaneamente eles se interessaram pelo jogo de xadrez, o Dreamchess. E ficaram me perguntando as regras do jogo at\u00e9 aprenderem a jogar sozinhos. Hoje at\u00e9 o Rafael, o mais novo, consegue ganhar algumas partidas no n\u00edvel mais f\u00e1cil. O curioso da hist\u00f3ria \u00e9 que eu nunca havia falado em xadrez antes e, com o interesse deles, acabei desenterrando um tabuleiro meu que estava na casa dos meus pais e que eu usava quando era garoto.<br \/>\nLuis nunca havia pensado explicitamente no aspecto de ficar fora do mainstream, usando Linux em lugar do quase onipresente Windows. Sua vis\u00e3o \u00e9 que a web ser\u00e1 cada mais importante do que o sistema operacional usado para nela navegar.<br \/>\n\u2014 Com isso, o sistema operacional se tornar\u00e1 quase irrelevante para os usu\u00e1rios \u2014 preconiza. \u2014 Talvez meus filhos queiram usar o Windows mais adiante para poder jogar games mais sofisticados, coisa dif\u00edcil de se achar no Linux. O que eu espero da experi\u00eancia deles com o Linux \u00e9 que possam entender e experimentar mais os \u201cinternals\u201d da computa\u00e7\u00e3o, coisa que \u00e9 muito mais dif\u00edcil no Windows. Afinal, o Linux nasceu de um esp\u00edrito quase hobbista, o que torna as coisas bem mais f\u00e1ceis nessa busca pelos meandros do sistema.<br \/>\nLuis trabalha na Dextra (<a href=\"http:\/\/dextra.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dextra.com.br<\/a>), empresa que tamb\u00e9m tem uma hist\u00f3ria interessante com o Linux, j\u00e1 que o utiliza desde 1995, antes at\u00e9 das express\u00f5es \u201csoftware livre\u201d ou \u201copen source\u201d existirem. De l\u00e1 para c\u00e1 eles se tornaram especialistas nestas tecnologias.<br \/>\nEm tempo, na foto de abertura, em que aparecem as m\u00e3ozinhas no teclado, o \u201cmodelo\u201d \u00e9 Rafael Dosso, o irm\u00e3o mais novo.<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/blogs\/arquivos_upload\/2010\/09\/5_934-maos.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Globo.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria de n\u00f3s vive t\u00e3o confort\u00e1vel no universo Windows que nem imagina que exista vida inteligente fora dele. Mas existe sim. Num r\u00e1pido levantamento feito entre pessoas n\u00e3o necessariamente da \u00e1rea de sistemas, \u00e9 surpreendente ver quantos usu\u00e1rios j\u00e1 migraram ou est\u00e3o migrando para solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o microsoftianas. 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